FONOAUDIOLOGIA

Ouvir, entender, falar, ler, escrever, mastigar, engolir se alimentar e SE COMUNICAR são ações comuns no nosso cotidiano. Quando algumas dessas habilidades não são executadas plenamente, é necessária a intervenção do fonoaudiólogo.

Os distúrbios da Comunicação no contexto da pessoa com deficiência são muitos e existem em diferentes graus, podendo variar desde um leve problema articulatório ao completo mutismo, têm várias causas e de forma geral a extensão desses distúrbios é proporcional à gravidade do quadro global. Além das dificuldades relacionadas a comunicação são consideradas como também o trabalho de propriocepção, movimento e função relacionadas ao sistema estomatognático.

A Fonoaudiologia é a ciência que estuda diversas áreas voltadas para a comunicação humana. Sendo assim, áreas como audiologia, linguagem, voz, motricidade orofacial e disfagia (dificuldades de deglutição) e os distúrbios/dificuldades relacionados a essas áreas são de domínio do fonoaudiólogo.

Com objetivo de desenvolver a comunicação de cada um levando em questão suas individualidades promovendo maior autonomia e inclusão social. Com diferencial para o desenvolvimento de linguagem nas áreas fonético-fonológico, sintático-semântico e pragmático discursivo e o trabalho de Comunicação Alternativa para as pessoas com necessidades complexas de comunicação (ausência ou dificuldade de fala).

 

COMUNICAÇÃO SUPLEMENTAR E ALTERNATIVA (CSA)

“Faz diferença conseguir se comunicar”

A CSA é uma área de prática e pesquisa, clínica e educacional para crianças, adultos e idosos que envolve um conjunto de ferramentas, recursos e estratégias utilizadas para a resolução e/ou desenvolvimento das dificuldades/desafios de comunicação de pessoas que apresentam algum tipo de comprometimento na fala na produção dela e na interação.

É indicado para pessoas com necessidades complexas de comunicação, incluindo diagnósticos de Transtorno do Espectro do Autismo, Paralisia Cerebral, Deficiência Intelectual caso a comunicação oral e/ ou interação esteja comprometida ou ausente. Pois a Comunicação pode ser Suplementar no sentido de auxiliar a produção da fala ou a compreensão da mensagem ou Alternativa nos casos onde a fala é ausente.

O princípio da CSA é conceber que a comunicação possa ser realizada de outras formas além da fala, como um olhar compartilhado, expressões faciais, gestos, toque, escrita, apontar de símbolos, imagens ou equipamentos com voz sintetizada, que permitam a interação.

Os recursos da CSA incluem material específico, entre eles, conjuntos de sinais gráficos e pictogramas desenvolvidos especificamente para a comunicação alternativa, agrupados em categorias além da utilização de objetos,fotos, palavra escrita e alfabeto que simbolizem ou auxiliem na sua comunicação.

Os símbolos gráficos podem ser organizados a partir de recursos de baixa tecnologia como uma folha de papel, prancha, ou mesmo um álbum com os símbolos impressos, até alta tecnologia como softwares de computadores, apps para tablets, e tecnologias de hardware como sensor de movimentos dos olhos, monitores touch e etc que através de ações e estratégias clínicas, terapêuticas e pedagógicas na elaboração e acesso aos símbolos se transformam em comunicação que melhor se encaixa no cotidiano de cada um.

O trabalho consiste em compreender a individualidade, dificuldades e potencialidades de cada um e selecionar, implementar em seu dia a dia um conjunto de recursos e estratégias que promovam a comunicação deste sujeito. Promovendo assim maior autonomia, bem-estar, auto-estima de cada um.

É importante ressaltar que a implementação da CSA não deve ser exclusivamente ao usuário de Comunicação Alternativa como também com seus principais parceiros de comunicação. Capacitamos e assessoramos escolas, ambientes de trabalho, comércios e organizamos palestras para conscientização das pessoas para melhor compreenderem e acolherem esses usuários.

 

FISIOTERAPIA

A Avaliação Fisioterápica avalia se o usuário apresenta atraso no desenvolvimento motor e/ou deformidades no aparelho osteomuscular. Após a avaliação, são traçados objetivos terapêuticos, dando início ao tratamento através de exercícios terapêuticos específicos que o auxiliem no desenvolvimento motor. O apoio fisioterápico acontece tanto no setor de fisioterapia, como também através de orientação ao restante da equipe e apoio familiar.

Os serviços serão oferecidos através de sessões terapêuticas, em que as estratégias terapêuticas são elaboradas de acordo com as necessidades individuais de cada usuário, respeitando suas limitações e explorando/estimulando suas potencialidades.

HIDROTERAPIA

A piscina é utilizada como importante recurso na habilitação e reabilitação. A Hidroterapia é uma especialidade da Fisioterapia, que compreende exercícios terapêuticos realizados em piscina aquecida, baseados em inúmeras técnicas que visam à prevenção e à reabilitação. A água proporciona estímulos motores, sensoriais e visuais, muito importantes para o desenvolvimento humano.

Do ponto de vista psicológico, a habilidade de ser independente na água e de atingir as habilidades que podem ser difíceis no solo só pode ter efeitos psicológicos favoráveis e duradouros, que elevam a confiança, e isso é transferido para o seu dia-dia.

 

TERAPIA OCUPACIONAL

A Terapia Ocupacional trabalha com atividades humanas, planeja e organiza o cotidiano (dia-a-dia), possibilitando melhor desempenho funcional e ocupacional das pessoas. Seu interesse está relacionado ao desenvolvimento, educação, emoções, desejos, habilidades, organização de tempo, conhecimento do corpo em atividade, utilização de recursos tecnológicos e equipamentos urbanos, ambiência, facilitação e economia de energia nas atividades cotidianas e laborais (trabalho), objetivando o maior grau de autonomia e independência possível de suas funções de produção, relacionamento e expressão.

O Terapeuta Ocupacional é o profissional que faz uso específico de atividades expressivas, lúdicas, artísticas, vocacionais, artesanais e de auto manutenção. Todas essas ações propostas levam em consideração a história de vida, interesses, desejos, necessidades, características socioeconômicas e culturais de cada pessoa atendida. Desenvolvemos atividades avaliativas, planos de ação e intervenções terapêuticas. São realizados atendimentos individuais ou em grupos com equipe interdisciplinar na ACESA. Buscamos com o nosso trabalho oportunizar o desenvolvimento da independência e da autonomia desde os primeiros anos de vida até a vida adulta visando à qualidade do seu desempenho funcional nos mais variados papéis sociais, na família, na comunidade, na escola ou no trabalho.

 

INTEGRAÇÃO SENSORIAL

A Integração Sensorial é uma técnica de tratamento que foi desenvolvida pela terapeuta ocupacional americana Jean Ayres.

Segundo Jean Ayres, define-se integração sensorial como sendo a organização de informações sensoriais, proveniente de diferentes canais sensoriais e a habilidade de relacionar estímulos de um canal a outro, de forma a emitir uma resposta adaptativa.

De acordo com a teoria, esse é um processo pelo qual o cérebro organiza as informações, de modo a dar uma resposta adaptativa adequada, para organizar as sensações do próprio corpo em relação ao ambiente. As nossas capacidades de processamento sensorial são usadas para a interação social, o desenvolvimento de habilidades motoras e para a atenção e concentração.

A Integração Sensorial trata os problemas de processamentos de mensagens de todos os sentidos, ou seja, o visual, tátil, sonoro, gustativo e olfativo, nas entradas sensoriais. Ela nos permite pensar em sete órgãos dos sentidos, que são os cinco sentidos já conhecidos e mencionados aliados com o sistema vestibular e o proprioceptivo. Um indivíduo sem essas disfunções recebe a informação, organiza, processa e a integra e, assim, dá uma resposta adaptativa. É desse modo que, a Integração Sensorial se entrelaça com a Terapia Ocupacional, proporcionando melhoras no desempenho funcional e ocupacional dessas pessoas.

Para aplicação desta técnica de tratamento é necessário um setting terapêutico com estruturas e equipamentos suspensos para promover movimentos que ativam os sistemas sensoriais. Fazem parte deste ambiente, balanços, redes, trapézio, câmara de pneu, escorregador, piscina de bolinha, escalada, tirolesa, além de materiais que promovam distintas experiências táteis.

Esta técnica de tratamento é utilizada com crianças e adultos que apresentam disfunções sensoriais que interfiram no desempenho das atividades da vida diária, escolar, no convívio social e em questões emocionais desencadeadas por alterações sensoriais.

É indicada para crianças e adultos com:

• Disfunções Sensoriais;

• Distúrbios neurológicos - Paralisia Cerebral, Síndromes, Atraso do Desenvolvimento Neuro Psico Motor (DNPM);

• Distúrbios comportamentais - Autismo, Psicoses Infantis, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

 

ATENÇÃO PSICOSSOCIAL ÀS FAMÍLIAS

(SUPORTE E ORIENTAÇÃO)

Objetivos: O acolhimento / apoio às famílias na ACESA ocorre a partir do momento em que elas procuram a instituição para inclusão de seus familiares com deficiência no serviço e continua durante toda a permanência do usuário na instituição. O atendimento psicossocial tem como objetivo contribuir para o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários das pessoas com deficiência, proporcionando um espaço em que a pessoa possa ser percebida e considerada para além da sua deficiência e como sujeito de sua história com suas potencialidades e limitações.

A família é o núcleo social básico de acolhida, convívio, autonomia, sustentabilidade e protagonismo social. Deve receber apoio e ter acesso a condições para responder ao seu papel nos cuidados, no sustento, na guarda e educação de suas crianças e adolescentes, bem como na proteção de seus idosos e pessoa com deficiência.  A assistência aos familiares é essencial para um atendimento humanizado, completo e eficaz. Essa assistência compreende ações de apoio psicológico e social.

Na ACESA CAPUAVA o trabalho com famílias consiste em estreitar relações entre os membros familiares, no intuito de possibilitar a ampliação da capacidade protetiva, minimizar fragilidades e fortalecer vínculos familiares, para melhor aceitação da pessoa com deficiência e de sua atual realidade, através de atendimentos individuais e em grupo.

Além disso, de acordo com a necessidade a equipe psicossocial irá realizar encaminhamento das famílias e usuários; referenciamentos e contra referenciamentos para a rede de serviços sócio assistenciais do município, serviços de saúde, educação, cultura, profissionalização, técnico-jurídico dentre outros, discussão de casos e envio de relatórios quando necessário, acompanhar e monitorá-los.

 

ATENDIMENTO PSICOLÓGICO

A presença de doença crônica ou incapacidade acrescenta uma dimensão de risco para o desenvolvimento de uma criança ou jovem. Há necessidades de cuidados médicos contínuos, serviços de educação especial e frequentemente uma variedade de serviços sociais. Em consequência são exigidos tempo e habilidades extras por parte de seus familiares. O longo período de esforço e a frequente “peregrinação” por serviços especializados, por parte dos pais, aumentam os desafios que estão associados com as doenças crônicas e as incapacidades, que podem ocasionar estresse na família e consequentemente podem manifestar-se como sintomas e problemas na criança e no jovem.

Há um interesse crescente nas características emocionais dessa população e no impacto associado à aprendizagem e à participação destas pessoas na comunidade. Algumas evidências indicam que essas crianças podem crescer em isolamento social extremo. Elas são mais propensas a serem introspectivas, solitárias e imaturas socialmente, resultando em pouca interação com crianças de sua idade que não apresentam incapacidades.

Nosso contato profissional, na área da psicologia, com uma equipe interdisciplinar no trabalho de reabilitação e educação de crianças e adolescentes com deficiência, nos permite pensar que é possível reconhecer e impulsionar as competências individuais, familiares e sociais dos indivíduos expostos aos fatores de risco, além de atuar na prevenção e promoção da saúde, através da identificação das estratégias de coping utilizadas pelas famílias e da interrupção do ciclo de adversidades, a fim de possibilitar o desenvolvimento ou reforçar a resiliência das pessoas com deficiência, ressaltando nosso olhar sobre as competências e não mais, sobre as incapacidades desta população.